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segunda-feira, 3 de junho de 2024

Sintomas e comorbidades mais comuns a síndrome de Leigh.


Por: Gilberto Candido

A síndrome de Leigh por si só já traz consigo a dificuldade de diagnóstico, muitas vezes por falta de acesso aos recursos e exames para boa parte da população, muitas vezes por sua condição natural de quadro sintomático diverso.

Outro aspecto muito importante a ser considerado pelos pais e familiares dos portadores desta síndrome é a incidência de outros comorbidades causadas pelos danos ao sistema nervoso central e outros efeitos que ocorrem devido às alterações metabólicas inerentes as falhas no processamento das moléculas de ATP.

Abaixo Selecionamos, de acordo com relatos de pais e familiares que cuidam de portadores da síndrome e Profissionais de Saúde os problemas de maior incidência observados nos pacientes.


1 - CONVULSÕES

Um dos sintomas mais característicos presentes nos portadores da síndrome são as convulsões.

Elas Podem ocorrer durante o sono ou em qualquer momento do período em que o paciente se encontra acordado sem um tipo específico de convulsão observado até o momento, Ou seja, podem ocorrer desde convulsões mais violentas e fáceis de serem identificadas, até convulsões silenciosas e praticamente imperceptíveis aos pais e familiares dos portadores.
Sendo assim, a atitude mais prudente a ser tomada é a atenção constante na observação do comportamento da criança ou pessoa portadora da síndrome ou sobre suspeita e em fase de investigação diagnóstica.
Há que se suspeitar ao presenciar ou observar um comportamento de Indiferença a estímulos, como por exemplo,
atitude estática não atender a chamados, nem reagir a percepção visual como movimentos à frente do rosto ou ruídos percursivos (Palmas, batida dos pés, ou outro ruído que chame a atenção)
Movimentos repetitivos dos olhos, cabeça ou membros, tremores ou espasmos
Em bebês mais velhos ou crianças pequenas, uma parte ou todo o corpo pode se agitar, se mover espasmodicamente ou se enrijecer. Os membros podem se mover sem propósito. A criança pode ter o olhar fixo, ficar confusa, ter sensações estranhas (por exemplo, dormência ou formigamento) em algumas partes do corpo ou ter sentimentos estranhos (por exemplo, sentir muito medo sem um motivo).


2 - ANOMALIAS DA MOTRICIDADE



Paresias, hipotonia, espasticidade são palavras que os familiares poderão ouvir mas nem sempre os profissionais terão a paciência de explicar o significado, então trate de aprender para não ficar a mercê deles. Paresias são a paralização parcial ou total ou perda de funcionalidade e algum membro como pernas, braços, mãos, pés, pescoço etc. Pode-se observar essas características na dificuldade de movimentação, ou simplesmente a perda da capacidade de movimentar ou controlar essas partes do corpo. Podem acontecer, quando nos membros superiores e inferiores em apenas um, dois ou mais membros, dando a variação do nome para HEMIPARESIA para um só membro, BIPARESIA para dois membros ou lados do corpo, TETRAPARESIA para os quatro membros. Pode-se suspeitar disso quando ver a criança brincando com o uso mais frequente de uma das mãos, quando tem dificuldades de andar, engatinhar, controlar o tronco ou o pescoço.

Hipotonia, é redução de tônus (força) muscular em um ou mais membros. Pode-se observar isso durante as brincadeiras ou manuseio dos brinquedos ou objetos, onde a criança não tem força para manusear e os deixa cair com frequência, ou ainda não consegue realizar tarefas que exijam um pouco mais de força, como destampar ou abrir brinquedos etc.

Espasticidade é a resistência do membro ao realizar um movimento. Pode-se observar isso quando a criança apresenta lentidão ou dificuldade de movimentar um membro e este parece estar tenso, rígido. Pode-se observar se isso ocorre observando a criança brincando, quando movimentos que requerem mais agilidade apresentam dificuldade e ao se movimentar algum dos membros da criança, notar que os nervos nas articulações se apresentam muito tensos ou rígidos.

Disfagia, é a incapacidade ou dificuldade de mastigar ou engolir. Pode-se observar isso durante as refeições, quando a criança ou portador da síndrome demora muito para mastigar os alimentos, ou os deixa cair da boca com frequência, interrompe a mastigação com frequência, mantendo os alimentos parados na boca sem mastigar, ou sofre engasgos frequentes ao engolir alimentos, sobretudo os líquidos.


3 - ANOMALIAS METABÓLICAS


Na síndrome de leigh a anomalia do metabolismo mais notável é a acidose, que significa o aumento da acidez no sangue devido as altas concentrações de lactato. Estas altas concentrações causam danos ao sistema nervoso central e pode haver recorrência de episódios de acidose. Os sinais de acidose mais evidentes são, vômitos frequentes, confusão mental, fadiga excessiva sem exercícios intensos que a precedam, alterações da fala, sonolência e inércia.

A constatação da acidose metabólica é feita através de exames clínicos como a gasometria e de análise como hiato aniõnico.

Antes de tudo, precisamos entender o que é o pH. O pH é uma escala que serve para medir a acidez de uma solução ou sistema, que vai de 0 a 14. O pH é considerado neutro quando é igual a 7; acima de 7 o pH é alcalino (ou básico) e abaixo de 7 o pH se torna ácido.

O pH do nosso sangue normalmente fica em torno de 7,35 a 7,45 – que é levemente alcalino e bem próximo do pH neutro. A alteração para um pH ácido pode sobrecarregar alguns órgãos na tentativa de se livrar do ácido extra para restaurar o pH ideal. Pulmões e rins são capazes de eliminar o ácido em excesso e regular o pH sozinhos, mas caso a acidose seja muito acentuada, tais órgãos ficam sob grande pressão e o risco de complicações sérias de saúde aumenta.

  • Gasometria arterial e eletrólitos séricos
  • Cálculo do hiato aniônico e intervalo delta
  • Níveis lácticos sanguíneos

Os valores da gasometria arterial na acidose láctica tipo A e B são os mesmos das outras acidoses metabólicas. O diagnóstico requer pH do sangue de < 7,35 e lactato de > 45 a 54 mg/dL (> 5 a 6 mmol/L). Alterações lácticas menos extremas e de pH são chamadas hiperlactatemia.

Há outros tipos de acidose metabólica, mas o mais recorrente em casos de portadores de leigh é a láctica.


3 - ANOMALIAS NEUROMOTORAS E ORTOPÉDICAS



Devido aos comprometimentos é muito comum os portadores de leigh necessitarem de cadeiras de rodas, cadeiras especiais e adaptações posturais.

O quadro muito comum de espasticidade pode levar a rigidez dos membros (espasticidade) que com o tempo leva perda funcional deformidade de algumas articulações, mais frequentemente observadas em mãos, braços e pés.

A manutenção desses membros por exercícios frequentes de fisioterapia e o uso de órteses pode retardar ou conter a deformidade dessas articulações. Mas quando já estabelecidas, em alguns casos há correção por intervenção cirúrgica ortopédica.

Via de regra, prevenir é sempre melhor que remediar.

Escoliose e uma curvatura que pode ocorrer em uma ou mais regiões da coluna vertebral. Essa curvatura pode ocorrer como curva lateral, como concavidade na parte lombar, também chamada de lordose, ou como convexidade na região dorso torácica, também chamada de cifose. A cifose é o que dá o aspecto curvado aos corcundas.

Essas anomalias da coluna são muito comuns aos cadeirantes e se desenvolvem com muita frequência na pré-adolescência e adolescência, durante o estirão de crescimento, devido ao amolecimento dos discos intervertebrais, bem como também a fragilidade e flacidez da musculatura abdominal e lombar.

A condição de hipotonia muscular dos portadores de síndrome de leigh favorece drasticamente o desenvolvimento de deformidades da coluna vertebral.

A prática de exercícios de fisioterapia e o uso de adequações posturais para o suporte de tronco são de extrema importância para a prevenção desta anomalia óssea na coluna vertebral.


4 - ANOMALIAS OFTÁLMICAS


Alguns Indivíduos apresentam comprometimento óptico, causando anomalias como movimentos oculares anormalmente rápidos (nistagmo), pupilas lentas, olhos cruzados (estrabismo), paralisia de certos músculos oculares (oftalmoplegia), deterioração dos nervos dos olhos (atrofia óptica) e/ou deficiência visual que leva à cegueira.

A literatura clínica / científica, trás outras anomalias observadas, mas a maior incidência na síndrome são as citadas acima..


5 - ANOMALIAS PSÍQUICAS

A própria condição incapacitante da maioria dos casos de leigh pode trazer prejuízos psíquicos aos seus portadores, o que deve ser observado com todo o cuidado pelos familiares. Quadros de depressão e ansiedade podem passar desapercebidos pela dificuldade de comunicação dos pacientes.

Já foi relatado em alguns indivíduos comportamentos similares aos dos portadores de TEA (Transtorno do Espectro autista) em relação a sensibilidade ou dificuldade e até rejeição a interação social mais intensa, hipersensibilidade a ruídos, texturas, hiperfoco, rigidez cognitiva, meltdown dentre outros comportamentos e características presentes no TEA.

O olhar atento dos pais, familiares e profissionais de saúde para estes aspectos podem favorecer a melhoria da qualidade de vida do portador através da atuação de profissionais como psicólogos e psiquiatras especializados no assunto.






















domingo, 2 de junho de 2024

Diagnóstico da Síndrome de Leigh em São Paulo

 


Onde Realizar os Exames

A Síndrome de Leigh uma doença neurometabólica rara e grave, requer um diagnóstico preciso e especializado.
Em São Paulo, diversos hospitais e clínicas oferecem os exames necessários para identificar esta condição. Este artigo destaca os principais locais e os exames que podem ser realizados para diagnosticar a Síndrome de Leigh.

Exames Necessários para Diagnóstico da Síndrome de Leigh

1. Ressonância Magnética (RM)

A ressonância magnética do cérebro é um exame crucial para identificar lesões características na Síndrome de Leigh, especialmente nas regiões do tronco cerebral, tálamo e gânglios da base.

2. Testes Genéticos

Análises de DNA são realizadas para identificar mutações nos genes mitocondriais e nucleares associados à Síndrome de Leigh. Esses testes são essenciais para um diagnóstico definitivo.

3. Sequenciamento de Exoma

O sequenciamento de exoma é uma técnica avançada que analisa todas as regiões codificantes dos genes (exons) para detectar mutações que podem causar a Síndrome de Leigh. Este exame é fundamental para identificar variantes genéticas que outros testes podem não detectar.

4. Biópsia Muscular ou de Pele

A biópsia muscular ou de pele permite a análise das células para detectar anormalidades mitocondriais, fornecendo informações adicionais para o diagnóstico.

5. Exames Bioquímicos

Exames de sangue e urina para avaliar níveis de lactato e piruvato podem indicar disfunções metabólicas compatíveis com a Síndrome de Leigh.

Onde Realizar Exames para Síndrome de Leigh em São Paulo


Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Endereço: Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 255 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-000, Fone:11 2661-0000.
Serviços: O Hospital das Clínicas oferece uma ampla gama de exames, incluindo ressonância magnética, testes genéticos, sequenciamento de exoma e biópsias. É um centro de referência para doenças raras e neurológicas.
Hospital Israelita Albert Einstein Endereço: 
Av. Albert Einstein, 627 - Morumbi, São Paulo - SP, 05652-900 - Fone:11 2151-1233
Serviços: O Albert Einstein possui tecnologia de ponta para realização de ressonância magnética, testes genéticos e sequenciamento de exoma.
O hospital é conhecido por seu atendimento de excelência e infraestrutura avançada.
Fleury Medicina e Saúde Endereço: 
Diversas unidades em São Paulo (consulte o site para encontrar a mais próxima)
Serviços: O Fleury oferece exames de imagem, testes genéticos, sequenciamento de exoma e bioquímicos. É uma das redes de diagnóstico mais renomadas do Brasil. Hospital Sírio-Libanês Endereço: Rua Dona Adma Jafet, 91 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01308-050 - Fone: (11) 3394-0200 Serviços: Com um centro de diagnóstico completo, o Sírio-Libanês realiza ressonâncias magnéticas, biópsias, testes genéticos e sequenciamento de exoma com precisão e confiabilidade.
Laboratório Genomika
Endereço: Rua Dr. Melo Alves, 397 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 01417-010 - Fones: 11 2151-1233 / 11 3620-2550 (whatsapp)
Serviços: Especializado em genética, o Genomika realiza uma variedade de testes genéticos necessários para o diagnóstico da Síndrome de Leigh, incluindo o sequenciamento de exoma. 

O diagnóstico da Síndrome de Leigh pode ser obtido através de uma combinação de exames de imagem, genéticos, sequenciamento de exoma e bioquímicos. Os hospitais e clínicas mencionados acima são reconhecidos por sua excelência em diagnóstico e tratamento de doenças raras. Se você suspeita que seu filho ou um ente querido possa ter a Síndrome de Leigh, consulte um neurologista pediátrico ou um especialista em doenças metabólicas para obter orientação sobre os exames necessários.


sexta-feira, 31 de maio de 2024

Síndrome de Leigh: Uma Introdução à Desordem Neurometabólica Rara


 Por: Gilberto Candido

A Síndrome de Leigh, também conhecida como encefalopatia necrosante subaguda, é uma desordem neurometabolica rara que afeta principalmente o sistema nervoso central. Descrita pela primeira vez pelo médico britânico Denis Leigh em 1951, esta condição devastadora é caracterizada pela destruição de tecido cerebral em regiões específicas do cérebro, como os núcleos da base e o tronco encefálico. Essas áreas são essenciais para a coordenação motora e outras funções vitais.


O que é a Síndrome de Leigh?

A Síndrome de Leigh é uma doença de origem genética que resulta de mutações nos genes envolvidos no metabolismo energético mitocondrial. Essas mutações podem ocorrer tanto no DNA mitocondrial (mtDNA) quanto no DNA nuclear (nDNA). A falha na produção de ATP (adenosina trifosfato), a principal fonte de energia celular, leva à degeneração progressiva das células nervosas.
O Que é a Mitocôndria e Sua Função no Organismo

As mitocôndrias são pequenas estruturas encontradas dentro das células do nosso corpo. Pense nas células como pequenas fábricas, e as mitocôndrias como as unidades de energia dessas fábricas. Elas são essenciais porque produzem a maior parte da energia que as células precisam para funcionar.

Como Funcionam as Mitocôndrias?

Produção de Energia: A principal função das mitocôndrias é gerar energia. Elas fazem isso através de um processo chamado respiração celular, onde convertem nutrientes dos alimentos que comemos (como glicose) em uma molécula chamada ATP (adenosina trifosfato). O ATP é a "moeda de energia" das células, usada para alimentar todas as suas atividades.


Central de Energia: As mitocôndrias são como mini-usinas elétricas dentro das células. Elas pegam oxigênio e nutrientes e os transformam em energia utilizável, liberando dióxido de carbono e água como subprodutos.

Importância das Mitocôndrias

As mitocôndrias são vitais porque sem elas, nossas células não teriam energia suficiente para sobreviver e realizar funções básicas, como:Crescimento e Reparação: As células precisam de energia para crescer, dividir-se e reparar danos.
Movimento: Músculos e outras células que precisam se mover ou mover outras partes do corpo dependem da energia das mitocôndrias.
Funções Especializadas: Células especializadas, como as do coração e do cérebro, exigem grandes quantidades de energia para funcionar corretamente.

Problemas com Mitocôndrias

Quando as mitocôndrias não funcionam bem, isso pode causar vários problemas de saúde, pois as células não recebem energia suficiente. Um exemplo é a Síndrome de Leigh, uma doença rara que afeta o sistema nervoso e é causada por problemas nas mitocôndrias.

Em resumo, as mitocôndrias são essenciais para a vida. Elas produzem a energia que as células do nosso corpo precisam para funcionar corretamente, e sem essa energia, nossas células não conseguiriam desempenhar suas funções vitais.


Prevalência e Epidemiologia

Embora rara, a Síndrome de Leigh é uma condição que afeta aproximadamente 1 em cada 40.000 nascidos vivos. A prevalência pode variar entre diferentes populações e grupos étnicos devido à diversidade das mutações genéticas causadoras da doença. A maioria dos casos é diagnosticada na primeira infância, geralmente antes dos dois anos de idade, mas há relatos de manifestações em adolescentes e adultos, que tendem a progredir mais lentamente.

Primeiras Descrições e Descobertas

A primeira descrição da Síndrome de Leigh foi feita em 1951, quando Denis Leigh relatou uma série de casos de encefalopatia infantil com lesões necrosantes simétricas no tronco cerebral e nos gânglios da base. As observações de Leigh, baseadas em análises post-mortem, destacaram a degeneração progressiva nessas áreas específicas do cérebro, estabelecendo a base para o reconhecimento da síndrome.

Desde então, avanços significativos foram feitos no entendimento da Síndrome de Leigh. Nas décadas de 1980 e 1990, cientistas identificaram as primeiras mutações no DNA mitocondrial associadas à doença. Esse progresso foi fundamental para a compreensão da etiologia da síndrome e para o desenvolvimento de técnicas de diagnóstico molecular.

Avanços na Pesquisa e Diagnóstico

Estudos posteriores revelaram uma variedade de mutações genéticas no DNA nuclear que também podem causar a Síndrome de Leigh, sublinhando a complexidade genética da doença. Além disso, o advento da ressonância magnética (MRI) permitiu a visualização das lesões cerebrais características da síndrome em pacientes vivos, facilitando diagnósticos mais precoces e uma melhor compreensão da progressão clínica.

A pesquisa continua a avançar, com esforços concentrados na identificação de novos genes associados à síndrome, no desenvolvimento de terapias específicas e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. A Síndrome de Leigh permanece um desafio significativo na medicina neurometabólica, mas os avanços científicos oferecem esperança para diagnósticos e tratamentos melhores no futuro.

Há atualmente várias fundações e instituições criadas por pais e defensores dos portadores da doença em vários países, para disseminação e conscientização sobre as causas e efeitos, bem como promover ações da iniciativa privada e criação de políticas públicas que amparem aos pais e familiares mais carentes ou menos favorecidos, justamente pela deficiência nas políticas públicas para obtenção e acesso aos meios diagnósticos para essas famílias, uma vez que os exames e procedimentos diagnósticos ainda não são totalmente compreendidos pelo serviço público de saúde.


Fonte:

"Molecular Biology of the Cell" por Bruce Alberts et al., um texto clássico que explica em detalhes a estrutura e função das mitocôndrias e outros componentes celulares.

Para uma visão mais simplificada e acessível ao público geral, sites educacionais e de saúde como Portal UNISEPE e Khan Academy também oferecem descrições claras e precisas sobre as mitocôndrias: 

Khan Academy: Cellular Respiration
Portal UNISEPE: Mitocondria Revisada

Essas fontes fornecem uma base sólida para a compreensão do papel vital das mitocôndrias no organismo.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Primeiro Gran Congressos: Doenças Raras e Autismo é um Sucesso em Curitiba

 

Notícias - 01 de maio

Entre os dias 22 e 26 de abril, a Gran Faculdade de Curitiba foi palco do I Grancongressos, cujo tema central foi “Doenças raras e Autismo”. O evento foi estrategicamente realizado em abril, mês dedicado à conscientização sobre o autismo, e envolveu os cursos de Pedagogia, Psicologia e Serviço Social. No entanto, a programação incluiu palestras e oficinas que despertaram o interesse de alunos de outros cursos oferecidos pela instituição.

A cerimônia de abertura contou com a presença do Reitor do Gran Centro Acadêmico, Gabriel Granjeiro, e do Chanceler Rodrigo Calado, que participou virtualmente direto de Brasília, demonstrando o poder da tecnologia para eliminar fronteiras e barreiras.

Realizado nos períodos da manhã e da noite, o evento ofereceu várias palestras simultâneas, permitindo que os participantes escolhessem quais assistir e participar. Uma das palestras presenciais foi transmitida ao vivo pelo YouTube e está disponível para visualização a qualquer momento. A maior parte do público optou pela participação virtual, com representantes de quase todos os estados brasileiros interagindo ao vivo, fazendo perguntas via chat e recebendo respostas dos palestrantes em tempo real.

Os participantes presenciais contribuíram com 1 kg de alimento não perecível, destinado ao Complexo Pequeno Cotolengo. A qualidade das palestras e dos palestrantes foi destacada, com temas variados abordados por profissionais de diferentes áreas e por parentes de pessoas com doenças raras e/ou autismo, abrangendo uma vasta gama de tópicos e formações.

Um exemplo notável de interdisciplinaridade foi um grupo do curso de Direito que desenvolveu o Projeto Integrador Extensionista: Mundo Jurídico, focado nos direitos das pessoas com espectro autista. Eles criaram um folder informativo com QR Code para acesso direto à documentação pessoal e orientações sobre direitos. O grupo participou das palestras sobre Direitos Humanos, distribuindo o material informativo aos presentes.

Além deste, outros materiais informativos foram distribuídos, como o “Manual de Prevenção de Atrofias Musculares para Pessoas com Epidermólise Bolhosa”, de autoria de Karina Bertoldi e Wanessa Faria, organizado por Roberta A. Uceda e distribuído pela Appapeb.

O evento superou expectativas, destacando-se como uma semana intensa que envolveu toda a equipe da Gran Faculdade. Este foi o primeiro evento com transmissão simultânea, e o sucesso alcançado promete a realização de muitos outros. A dedicação dos coordenadores dos cursos, diretores, corpo técnico-administrativo e alunos colaboradores foi fundamental para o êxito do congresso.

Mais de 1.200 pessoas se inscreveram para participar das diversas atividades oferecidas. A Gran Faculdade de Curitiba já está planejando um novo grande evento para o segundo semestre, reforçando seu compromisso em contribuir para além dos muros institucionais.

A seguir, os títulos das palestras e as respectivas datas, destacando as disponíveis no YouTube:

1º Dia – 22 de abril
Assista aqui a palestra do período da Manhã
Assista aqui a palestra do período da Noite
Prof. Me. Davi Sidnei de Lima – Capacete Neuroanatômico
Prof. Esp. Shirley Pereira Ordonio – Sinais de Alerta de Doenças Raras e a importância da participação social
Prof. Me. Davi Sidnei de Lima – Cognição Social e TEA

2º Dia – 23 de abril
Assista aqui a palestra do período da Manhã
Assista aqui a palestra do período da Noite
Profa. Me. Gilceia Santos – Direitos Humanos: Doenças Raras e TEA
Profa. Dra. Goretti Fernandes – Serious games para reabilitação Neurofuncional
Prof. Esp. Luiza Fernandes Gomes – Workshop: Serviço Social e Famílias TEA

3º Dia – 24 de abril
Assista aqui a palestra do período da Manhã
Assista aqui a palestra do período da Noite
Prof. Me. Wander W. Campanha – TCC com pacientes Neurodegenerativas
Prof. Esp. Patrícia Krebs Ferreira – Desafios e Oportunidades na Abordagem Multidisciplinar de Pacientes com Doenças Raras
Prof. Daiane Kock de Souza – Sinais de alerta de doenças raras na escola

4º Dia – 25 de abril
Assista aqui a palestra do período da Manhã
Assista aqui a palestra do período da Noite
Profa. Dra. Thiciane Pieczarka e Prof. Dra. Shirley A. Bortolotto – O papel do professor de apoio
Prof. Esp. Luz María Romero – Parece autismo, mas não é! Síndrome do X Frágil

5º Dia – 26 de abril
Assista aqui a palestra do período da Manhã
Assista aqui a palestra do período da Noite
Prof. Linda Franco – Do diagnóstico à resiliência: Desafios e Aprendizados na Jornada com uma Doença Rara
Prof. Li Bosso – Sinais de sintomas, e participação social nas doenças raras

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

2º Congresso de Doenças Raras Alex Garcia: Inovação, Direito, Educação, Saúde e Empreendedorismo "Feminino Raro"




O 2º Congresso de Doenças Raras Alex Garcia será dia 29 de fevereiro, em um evento presencial e on-line, por ser um dia raro no calendário, dedicado à conscientização sobre doenças raras que afetam aproximadamente treze milhões de brasileiros. Detalhes do Evento:

Data: 29 de fevereiro de 2024

Horário: 10h30 às 12h30 e das 14h às 17h - presencial e on-line via YouTube para o Brasil e exterior.

Local: Auditório Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região/Espaço da Cidadania, localizado na Rua Erasmo Braga, 307, 3º Andar - Pres. Altino, Osasco/SP.

Inscrição Gratuita pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/congressodedoencasrarasalexgarcia__2321257

Presencial com vagas limitadas. Comunicação Acessível: Audiodescrição e LIBRAS

Certificado Digital gratuito (5 horas)

Dados alarmantes que requer nossa atenção e a conscientização pelo dia mundial da doença rara. Estima-se que cerca de treze milhões de brasileiros possuem doenças raras.

As doenças raras afetam até 65 pessoas em cada 100 mil, ou seja, 1,3 pessoas a cada 2.000 indivíduos.



Quem Deve Participar:

O 2º Congresso de Doenças Raras Alex Garcia é uma oportunidade única para:

Profissionais de saúde especializados em doenças raras.

Pesquisadores e cientistas.

Pacientes raros e ultrarraros e suas famílias/cuidadores.

Representantes de organizações governamentais e não governamentais.

Público em geral, cuidadores, profissionais da educação, direito, psicologia, empreendedorismo e demais estudantes.

Convidados de prestígio, como Institutos, Associações, Sindicatos, Hospitais e Clínicas.

Entrada Gratuita, contribua para a esperança: participe da nossa campanha de doação voluntária de leite integral, Mucilon ou fralda GG para instituição AMAMOS que atende crianças e adolescentes.


Lançamento da MITOCON Brasil membro do IMP - International Mito Patients

Mitocon Brasil - Associação Brasileira de Genética Mitocondrial e Doenças Mitocondriais. Trata-se de um novo Projeto e uma nova Frente de Trabalho, focada em fomentar o estudo, a pesquisa, a busca por Políticas Públicas e o acolhimento para pessoas com doenças mitocondriais. É necessário retirar as doenças mitocondriais da condição de invisibilidade perante o Estado e a sociedade, para isso essa entidade se emprenhará de forma extremamente compromissada e com muito entusiasmo! A Mitocon Brasil já nasce com um forte apoio internacional, sendo membro do IMP - International Mito Patients (Federação Internacional que reúne associações de doenças mitocondriais). Será a primeira vez que um país da América Latina passará a ser integrante do IMP, o que coloca o Brasil e a América Latina na rota dos estudos, tratamentos experimentais e cooperação com a comunidade global.

Temáticas Abordadas: Saúde/Genética, diagnóstico tardio, qualidade de vida. Direitos, empreendedorismo "feminino raro". Educação especial inclusiva para surdocego, Leis de cotas, vivências e muito mais.

Palestrantes raros e especialistas da área:

Professor Alex Garcia (raro): Fundador presidente da Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes.

Dr. Pedro Mendes Ferreira Neto (rara): Políticas públicas para pessoas com doenças raras no Brasil.

Dra. Têmis Maria Félix: Sobre a Rede Nacional para Doenças Raras no Brasil e o tratamento da alta complexidade das doenças raras.

Dr. André Naves: A Lei e a Doença Rara uma via para a Emancipação Cidadã.

Carlos Aparício Clemente: A importância da Lei de Cotas e a luta pelo seu cumprimento.

Pamela Pimentel (rara): Ocupar espaços a necessidade de perceber a deficiência como parte da diversidade humana.

Dra Cristina Cagliari: Doenças raras e ultra-raras no Brasil.

Apresentação de eixo inovador sobre Moda Adaptada: Empreendedorismo "Feminino Raro" trazendo dois Casos de Sucesso:

Ana Luh Garritano (rara): Como ser Rara no mundo da Moda e

Grace Santos (rara): Diagnóstico não é sentença e case de sucesso.

O objetivo do congresso é adquirir conhecimento sobre doenças raras, é um ato de solidariedade e anticapacitismo que vai muito além de simplesmente adquirir informações. Através das palestras, as pessoas se capacitam e se tornam defensores e aliados, promovendo uma sociedade mais compassiva e empática. A imprensa está convidada a cobrir este evento transformador em Osasco/SP e ter a oportunidade de conhecer os palestrantes raros protagonistas desse dia.


Sobre Alex Garcia

O “Gaúcho” Alex Garcia é uma das Pessoas Surdocegas, com Hidrocefalia e com Doença Rara, mais conhecida no Mundo. Especialista em Educação Especial pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM/RS. Foi a primeira Pessoa Surdocega, com Hidrocefalia e com Doença Rara, no Brasil, que se Pós-graduou (Nível de Especialização) em uma Universidade.

Fundador-presidente da Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes - AGAPASM, Alex Garcia foi a única pessoa surdocega do mundo a participar da Reunião de Alto Nível sobre Deficiência e Desenvolvimento "O caminho a seguir: Agenda de Desenvolvimento Inclusivo em Deficiência para 2015 e além" realizada em 2013 na sede da ONU em Nova York. Pesquisador, escritor, ex-aluno da Mobility International USA, palestrante, colunista, participante e colaborador do Fórum da International Disability Alliance – IDA. Premiado na categoria "Personalidades", do Prêmio Brasil Mais Inclusão 2016 e membro da ADBN - Acquired Deafblindness Network. Consultor e Gestor de Qualidade da Semearhis e de Educação Inclusiva da Tudo Sobre Inclusão Consultoria. Suas obras: "Surdocegueira: empírica e científica", "A Grande Revolução" e "Além de existir devemos ser”.

Para mais informações:

Produtora Cristiane Mayworm Celular: (11) 91008.7477 ou contato@tudosobreinclusao.com
Sobre a produtora https://linktr.ee/tic_pcd
Instagram do evento: @tudo.sobre.inclusao_pcd

Apoios: AGAPASM - Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes, Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região/Espaço da Cidadania, ANAPcD, Diário PcD, MITOCON Brasil, Ativismo PcD Osasco

Produção: Cristiane Mayworm
Realização: Tudo Sobre Inclusão Consultoria e DC Consultoria

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

SBGM destaca importância do "Fevereiro Lilás" na conscientização sobre Doenças Raras




Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica promove conscientização durante todo o mês de fevereiro sobre as Doenças Raras e o papel do médico geneticista

Durante todo o mês de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM) intensifica suas ações para aumentar a conscientização sobre as Doenças Raras, como parte da campanha "Fevereiro Lilás". Esta iniciativa visa destacar o papel crucial do médico geneticista e promover a compreensão e o apoio para aqueles que vivem com essas condições no Brasil.

No mundo, uma em cada 10 pessoas é afetada por uma doença rara, sendo que 8 em cada 10 são causadas por alterações genéticas, totalizando cerca de 300 milhões de pessoas vivendo com uma das mais de 7 mil doenças existentes. Desde a criação da “Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras”, o SUS incorporou um protocolo completo, visando melhorar especificamente o acesso aos serviços de saúde e à informação, ampliando o alcance do tratamento adequado para a população.

O médico geneticista desempenha um papel crucial no diagnóstico e tratamento das Doenças Raras, acompanhando o paciente ao longo de sua vida, desde a infância até a idade adulta. Assim como em outras áreas médicas, é essencial que o paciente assegure que o médico possua o título de especialista, garantindo um atendimento qualificado, pois o profissional possui formação acadêmica e científica adequada.

As doenças raras, frequentemente crônicas, progressivas e incapacitantes, representam um desafio significativo para os pacientes e suas famílias, afetando diretamente sua qualidade de vida. A ausência de cura para muitas dessas condições demanda um tratamento multifacetado, que inclui acompanhamento clínico, fisioterápico, fonoaudiológico, psicoterápico, entre outros, visando aliviar os sintomas ou retardar seu avanço. Entre as doenças raras mais comuns estão a esclerose múltipla, a doença de Crohn, a fibrose cística, a hiperidrose, a encefalite, a doença de Addison, a osteogênese imperfeita, o hipopituitarismo, a mucopolissacaridose, a neuromielite óptica, a síndrome de Guillain-Barré, a doença de Hodgkin, a anemia de Fanconi, a demência vascular e o angioedema hereditário. Cada uma dessas condições apresenta suas próprias características e desafios específicos, exigindo um cuidado especializado e uma abordagem personalizada para garantir o melhor manejo possível da doença.

Para mais informações, visite o site www.sbgm.org.br.

Algumas das doenças consideradas raras:

– Acromegalia;
– Anemia aplástica, mielodisplasia e neutropenias constitucionais;
– Angioedema;
– Aplasia pura adquirida crônica da série vermelha;
– Artrite reativa;
– Biotinidase;
– Deficiência de hormônio do crescimento – hipopituitarismo;
– Dermatomiosite e polimiosite;
– Diabetes insípido;
– Distonias e espasmo hemifacial;
– Doença de Crohn;
– Doença falciforme;
– Doença de Gaucher;
– Doença de Huntington;
– Doença de Machado-Joseph;
– Doença de Paget – osteíte deformante;
– Doença de Wilson;
– Epidermólise bolhosa;
– Esclerose lateral amiotrófica;
– Esclerose múltipla;
– Espondilite ancilosante;
– Febre mediterrânea familiar;
– Fenilcetonúria;
– Fibrose cística;
– Filariose linfática;
– Hemoglobinúria paroxística noturna;
– Hepatite autoimune;
– Hiperplasia adrenal congênita;
– Hipertensão arterial pulmonar;
– Hipoparatireoidismo;
– Hipotireoidismo congênito;
– Ictioses hereditárias;
– Imunodeficiência primária com predominância de defeitos de anticorpos;
– Insuficiência adrenal congênita;
– Insuficiência pancreática exócrina;
– Leucemia mielóide crônica (adultos);
– Leucemia mielóide crônica (crianças e adolescentes);
– Lúpus eritematoso sistêmico;
– Miastenia gravis;
– Mieloma múltiplo;
– Mucopolissacaridose tipo I;
– Mucopolissacaridose tipo II;
– Osteogênese imperfeita;
– Púrpura trombocitopênica idiopática;
– Sarcoma das partes moles;
– Síndrome hemolítico-urêmica atípica (Shua);
– Síndrome de Cushing;
– Síndrome de Guillain-Barré;
– Síndrome de Turner;
– Síndrome nefrótica primária em crianças e adolescentes;
– Talassemias;
– Tumores neuroendócrinos (TNEs).

Fonte: Ministério da Saúde

Sobre a SBGM


A Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM) foi fundada em 15 de julho de 1986, durante o 32º Congresso Nacional de Genética e 38ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) realizado em Curitiba, Paraná. Sua história, entretanto, iniciou-se 5 anos antes, em 1981, durante a primeira vistoria da Comissão de Residência do Ministério da Educação e Cultura (MEC) ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. O programa de residência médica em Genética Clínica havia sido criado em 1977, sete pessoas já haviam se formado e havia seis residentes no programa. Não obstante, o MEC alegava não existir a especialidade de Genética Clínica no Brasil e, portanto, a Residência não poderia continuar.

SBGM promove conscientização com exibição do filme "Undiagnosed" em oito capitais brasileiras



SBGM promove conscientização com exibição do filme "Undiagnosed" em oito capitais brasileiras


O longa, produzido nos EUA e agraciado com nove prêmios, selecionado em 25 festivais de cinema em sete países, apresenta uma narrativa envolvente que lança luz sobre um problema amplamente desconhecido: as doenças não diagnosticadas
A Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM) trouxe para o Brasil uma oportunidade imperdível de reflexão e sensibilização com a exibição exclusiva do filme "Undiagnosed". Contado através das histórias de quatro famílias distintas, o filme mergulha nas dificuldades enfrentadas por aqueles que vivem na incerteza de um diagnóstico para uma condição rara. Marcando o mês de fevereiro, dedicado às ações em prol do Dia Mundial das Doenças Raras, a exibição ocorreu em 27/02, simultaneamente em sete capitais brasileiras, e há mais uma apresentação prevista em Curitiba no dia 29/02, todos voltados a associados e convidados.

"Ao compartilhar essas histórias, buscamos não apenas conscientizar, mas também inspirar ações concretas para melhorar o acesso ao diagnóstico e tratamento para pacientes com doenças raras", destaca a presidente da SBGM, Dra. Ida Vanessa Doederlein Schwartz.

No dia 28/02, a SBGM realizará um bate-papo especial com a idealizadora e diretora do filme, Dra. Katia Moritz. O evento será gratuito e aberto ao público interessado em entender mais sobre os desafios enfrentados por pacientes e suas famílias.

"Undiagnosed" é fruto de nove anos de trabalho da Dra. Katia Moritz, ela própria uma paciente sem diagnóstico, e de uma equipe dedicada, incluindo renomados cineastas, cientistas e empresas de tecnologia genética. O filme destaca a importância de uma abordagem mais abrangente para o estudo e tratamento de doenças raras, combinando avanços tecnológicos, apoio comunitário e amor inabalável das famílias.

Para acompanhar o evento basta acessar o link https://www.youtube.com/watch?v=uG7ueWbf5So
Sobre a SBGM


A Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM) foi fundada em 15 de julho de 1986, durante o 32º Congresso Nacional de Genética e 38ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) realizado em Curitiba, Paraná. Sua história, entretanto, iniciou-se 5 anos antes, em 1981, durante a primeira vistoria da Comissão de Residência do Ministério da Educação e Cultura (MEC) ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. O programa de residência médica em Genética Clínica havia sido criado em 1977, sete pessoas já haviam se formado e havia seis residentes no programa. Não obstante, o MEC alegava não existir a especialidade de Genética Clínica no Brasil e, portanto, a Residência não poderia continuar.

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